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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Histórias dos Mestres apresenta: Claudemir Gaspar


FOTO: Paulinho Mafe.


  Claudemir Gaspar nasceu em 31 de agosto de 1948, no bairro de Água Fria, Recife. Quarto filho do casal Cosme Gaspar de Andrade e Maria das Neves de Andrade, Cláudio (como é carinhosamente conhecido pelos amigos), atualmente realiza atividades de pesquisa em cultura popular no Centro de Formação, Pesquisa e Memória Cultural – CASA DO CARNAVAL. Desde a juventude convive com mestres da cultura nas mais diferentes comunidades do Município. Em 1978, entra para o quadro da Prefeitura do Recife, lotado na EMETUR - Empresa Metropolitana de Turismo, atuando na coordenação da Feira de Artes e Artesanato de Boa Viagem. Na trajetória de Claudemir os Festivais de Ciranda, Pastoril e Porta Estandarte realizados no Pátio de São Pedro, entre as décadas de 1970 e 1980, garantem a sua popularidade entre os segmentos. Como chefe da Divisão de Animação Cultural da Fundação de Cultura do Recife, no período de 1988 a 1994, coordena os festejos juninos e natalinos no Sítio Trindade. Em 2003, juntamente com os amigos Ricardo Santos, Valter Santos, o artista plástico João Neto e o porta estandarte Edson Monteiro, criam o Clube de Boneco Seu Pedro.
 Em 2014 na celebração da Queima da Lapinha (Pátio de São Pedro) Claudemir é homenageado pelas representantes dos grupos de pastoril. 
       



Fonte: Entrevista com Claudemir Gaspar – Centro de Formação, Pesquisa e Memória Cultural – CASA DO CARNAVAL  (2012). Entrevistador: Romero Araújo. 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Histórias dos Mestres apresenta: Dona Elda da Nação Porto Rico

  Em janeiro de 2014, a CASA DO CARNAVAL inicia o projeto Histórias dos Mestres. Uma ação sistemática, na qual reservamos o espaço da web para socializar as histórias de vida dos mestres que protagonizam diferentes grupos de expressões culturais na cidade. Cada postagem documenta trajetórias que representam um tempo vivido e nos aproxima de experiências sociais classificadas durante anos como não oficiais. Acreditamos que ao compartilhar as histórias desses personagens, estaremos contribuindo para a formação de novos públicos, a salvaguarda da memória das expressões populares e a possibilidade de escrever novas páginas sobre a cidade do Recife. Vamos conhecer essas histórias?



Se não for por amor não vai em frente. Eu não tenho casa, quem tem é o maracatu, eu tenho a comunidade dentro da minha casa, cuidando das coisas do maracatu. Quando eu vejo aquele batuque do maracatu na rua, chega a doer, eu choro de emoção. (Elda Viana)

  Elda Ivo Viana, mais conhecida como Mãe Elda de Oxóssi é Ialorixá e rainha do Maracatu Nação Porto Rico. Viúva por seis vezes, criou seus filhos e comprou seu barracão com a venda de frutos do mar na Praia do Pina, dando “aulas de reforço para crianças”. Hoje, Dona Elda promove diversas atividades culturais na comunidade. Diz ela que os vizinhos reclamam quando não há ensaios das agremiações, nem festa no seu barracão, pois todos se envolvem direta ou indiretamente: a vizinhança, seus filhos, noras, genros, outros parentes e filhos da religião.
  A Ialorixá declara que sua marca no maracatu foi a construção de uma grande sede erguida por ela, a qual funciona como residência e barracão, ocupando um quarteirão do bairro. No local são guardadas centenas de fantasias e adereços do maracatu e do Urso Zé da Pinga - agremiação fundada por ela, Edileuza (sua filha biológica e atual presidente da agremiação), entre outras pessoas. Destaca ainda que foi ela quem introduziu ricas vestimentas no maracatu e que seu filho Chacon “modificou a batida do baque virado”, diferenciando-o dos demais grupos recifenses. Dona Elda é a única Rainha de Maracatu viva, coroada ainda com as bênçãos da Igreja Católica. Aquelas que a precederam foram coradas em cerimônias realizadas dentro do Candomblé.



Fonte: 
SILVA, Claudilene
 Sem elas não haveria carnaval: mulheres do carnaval do Recife/ Claudilene Silva; Ester Monteiro de Souza. - Recife: Fundação de Cultura da Cidade do Recife, 2011. p.62.